29.12.19

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Egidio vaz




O Cavalo de Troia
Na mitologia grega, Cavalo de Troia refere-se a um grande cavalo de madeira construído pelos gregos durante a Guerra de Troia, como um estratagema decisivo para a conquista da cidade fortificada de Troia, cujas ruínas estão em terras hoje turcas. Tomado pelos troianos como um símbolo de sua vitória, foi carregado para dentro das muralhas, sem saberem que em seu interior se ocultava o inimigo. À noite, guerreiros saem do cavalo, dominam as sentinelas e possibilitam a entrada do exército grego, levando a cidade à ruína.
Podemos estar a assistir a uma tática similar em Moçambique, principalmente no mundo de ShowBizz, com a recente inauguração da TV do Bang. Explico-me.
A Strong TV recrutou os maiores influenciadores mediáticos de Maputo, e, cada um, possui um programa ou no mínimo espaço de antena naquela televisão. Tem sido nesses espaços que eles lançam ataques pessoais a adversários de Labels adversários ou a alvos estratégicos de concorrência. Às vezes, esses influenciadores iniciam os ataques em suas páginas oficiais ou não das redes sociais e depois de reacções, levam tais “debates” ou mexericos à televisão. O Cavalo de troia, diga-se, entrou cedo à cidade. Se na mitologia grega o cavalo foi a tática decisiva, na realidade moçambicana, é a primeira tática que está sendo usada. E, diga-se, o resultado pode ser mau e o efeito boomerang.
𝔸𝕍𝕀𝕊𝕆: 𝔼𝕤𝕥𝕖 𝕥𝕖𝕩𝕥𝕠 𝕣𝕖𝕔𝕠𝕣𝕣𝕖𝕣 à 𝕦𝕞𝕒 𝕥é𝕔𝕟𝕚𝕔𝕒 𝕝𝕚𝕥𝕖𝕣á𝕣𝕚𝕒 𝕠𝕟𝕕𝕖 𝕒 𝕟𝕒𝕣𝕣𝕒𝕥𝕚𝕧𝕒 𝕔𝕠𝕞𝕖ç𝕒 𝕟𝕠 𝕞𝕖𝕚𝕠 𝕕𝕒 𝕙𝕚𝕤𝕥ó𝕣𝕚𝕒, 𝕖𝕞 𝕧𝕖𝕫 𝕕𝕖 𝕟𝕠 𝕚𝕟í𝕔𝕚𝕠. ℂ𝕙𝕒𝕞𝕒-𝕤𝕖 𝕀𝕟 𝕞𝕖𝕕𝕚𝕒𝕤 𝕣𝕖𝕤. 𝔸𝕘𝕠𝕣𝕒 𝕡𝕣𝕖𝕤𝕥𝕖 𝕒𝕥𝕖𝕟çã𝕠 𝕒𝕠 𝕢𝕦𝕖 𝕧𝕖𝕞 𝕒 𝕤𝕖𝕘𝕦𝕚𝕣.
Há dias o Mr. Bow afirmou que recolhera crianças DA RUA para lhes dar um almoço alusivo ao Natal após o qual os devolveu “aos seus pontos”, ou seja, à rua. Alguns pais insurgiram-se a notícia repondo a verdade, ao desmentirem o facto. Daí, surgiu a crítica “à moçambicana”, toda ela centrada na chacota e ódio. Na verdade, esta onda de “condenação” não pode ser analisada fora do contexto “contestatário” e competitivo em que Bow se encontra, vis-à-vis os seus principais concorrentes e que tem no seu mais recente HIT como estopim. Na sua mais recente música, Mr. Bow afirma que parou propositadamente de lançar músicas para ver se os outros fizessem a sua vez. Mas, vendo que o “povo” estava sendo castigado pela inércia e, provavelmente preguiça dos seus adversários, ele decidiu saciar a ansiedade do povo. Eis que o mexerico começa. Foi daí que os bisbilhoteiros se esforçaram em pôr Mr. Bow contra os seus adversários e colegas em entrevistas, “talk shows”, redes sociais, etc. Até “JERUSALEMA” foi chamado à colação, desta vez como álibi contra os seus mais recentes lançamentos e por ali, pôr em causa o seu magistério.


Se Mr Bow tivesse convivido com filhos de artistas iguais, esse facto teria sido menos honroso? A resposta é NÃO. Se Mr. Bow tivesse recolhido meninos do seu bairro, como sugere que tenha acontecido, a acreditar nos “revisionistas”, esse facto deixa de ser relevante? Não. A referência a “criança da rua” é essencialmente relevante para desprestigiar todo gesto BOM feito pelo casal? NÃO é relevante. A reacção dos revisionistas é essencialmente proporcional ao “dano” causado? Não é. POR QUE ENTÃO ESSA REAÇÃO EXAGERADA? Leia, para conhecer a resposta, os primeiros três parágrafos desse texto.
Como afirmou o Professor Macamo há quase 20 anos, uma virgem é só virgem porque nós atribuímos a certas partes dos seus órgãos reprodutores determinados significados. Sem esses significados uma virgem não é nada. De entre os artistas, ninguém ainda deu um almoço ao número igual de crianças e isso lhes pesa a consciência ou no mínimo, cria-lhes o 𝔽𝕆𝕄𝕆 – 𝕗𝕖𝕒𝕣 𝕠𝕗 𝕞𝕚𝕤𝕤𝕚𝕟𝕘 𝕠𝕦𝕥, 𝕠𝕦 𝕤𝕖𝕛𝕒, 𝕞𝕖𝕕𝕠 𝕕𝕖 𝕗𝕚𝕔𝕒𝕣 𝕕𝕖 𝕗𝕠𝕣𝕒, 𝕢𝕦𝕖 𝕤𝕖 𝕔𝕒𝕣𝕒𝕔𝕥𝕖𝕣𝕚𝕫𝕒 𝕡𝕠𝕣 𝕦𝕞𝕒 𝕟𝕖𝕔𝕖𝕤𝕤𝕚𝕕𝕒𝕕𝕖 𝕔𝕠𝕟𝕤𝕥𝕒𝕟𝕥𝕖 𝕕𝕖 𝕤𝕒𝕓𝕖𝕣 𝕠 𝕢𝕦𝕖 𝕒𝕤 𝕠𝕦𝕥𝕣𝕒𝕤 𝕡𝕖𝕤𝕤𝕠𝕒𝕤 𝕖𝕤𝕥ã𝕠 𝕒 𝕗𝕒𝕫𝕖𝕣, 𝕒𝕤𝕤𝕠𝕔𝕚𝕒𝕕𝕠 𝕒 𝕤𝕖𝕟𝕥𝕚𝕞𝕖𝕟𝕥𝕠𝕤 𝕕𝕖 𝕚𝕟𝕧𝕖𝕛𝕒. E num contexto de competição, tal sentimento é combustibilizado pelas redes sociais, pela televisão e principalmente pelos fazedores de opinião e influenciadores digitais.
A Bang Entretenimento tem agora um potente canhão para perseguir e aniquilar os seus competidores através da sua TV ou apresentadores e influenciadores digitais, que perpetuam conversas e discussões centradas no desgaste de imagem dos competidores. É batota, se continuar assim e a médio prazo, pode cair no descredito à nascença.
De resto, é preciso que o próprio Mr. Bow se aconselhe por pessoas sérias que conhecem a arte de comunicar que, em situações similares, sejam capazes de orientá-lo da melhor forma. O problema não seria problema caso tivesse reagido de forma assertiva na primeira oportunidade.

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